Em plena contemporaneidade, nossa sociedade ainda caminha a passos lentos no que diz respeito ao (re) conhecimento e à (re) valorização do trabalho, enquanto elemento dignificador de homens e mulheres em seus respectivos contextos situacionais sociais.O Brasil, por exemplo, é uma nação que se vangloriou durante um extenso período de sua história pelo domínio e escravidão de milhares de negros (as) africanos (as) nos trabalhos de cunho doméstico e agrícola. Porém, é possível perceber, em uma ótica mais construtivista e dignificadora do que a cerca de 30 décadas atrás, por exemplo. É interessante pensar nas mudanças que o trabalho pode exercer sobre as pessoas: mudando-as e moldando-as em detrimento do sentimento de estar sendo útil a alguém. Os homens são movidos pelas convenções mundanas, mas não poderiam viver em negação à sua natureza, aos seus desejos incessantes de procurar no ato de ensinar, cozinhar, gerenciar ou plantar, por exemplo, a dignidade de suas vidas - o "porque" de existirem. Vejamos o caso de um professor, um ofício de utilidade pública e subjetividade indescritível. Apesar de todo o cerceamento social em torno do docente, o seu trabalho é, possivelmente, o mais digno de todos, pois é ele o grande protagonista das atividades humanas, já que todo e qualquer trabalho partirá dele. Dessa forma, cabe a todos, enquanto cidadãos e cidadãs pensantes, estudar a fundo as relações trabalhistas e evolucionárias da nossa sociedade para que, então, possamos usufruir de um pensamento dignificador, a priori, em relação à construção das identidades humanas.
Um espaço para discutir sobre os ideais da educação libertária, metodologias de aula interessantes e eficazes, música, literatura e, é claro, sobre a importância de formar cidadãos e cidadãs que pensam!
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domingo, 7 de novembro de 2010
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
ENEM
O tão comentado, discutido e estressante Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) ganhará nova edição nos dias 6 e 7 de novembro de 2010. Vejo na "prova" que é proposta aos alunos de Ensino Médio, principalmente, não uma expressão de educação e aprendizagem, mas uma declaração clara do fracasso pelo qual as relações educacionais brasileiras vêem passando. É difícil de engolir, mas baixar a cabeça e ficar comentando do quão importante, educativo e eficaz é este tal exame é dizer que ao invés de jovens pensantes e críticos, queremos robozinhos com controle remoto para fazer reais os desejos mais podres de uma sociedade corrompida. A questão é que não é com um verdadeiro "atropelo" cognitivo, isto é, algo como "tirania cerebral", representada pelas infindáveis questões objetivas de cada área do conhecimento que o nível educacional de nosso país se elevará. Há aqueles que acreditam no belo argumento de "contextualização" pregado pelos mentores do exame, mas cabe lembrar que tudo tem seu lado positivo e negativo. Nesse caso, será realmente eficaz aplicar quase 100 questões contextualizadas sobre determinados assuntos e cobrar do estudante total domínio psicológico e cognitivo em cerca de 4 horas?
Venhamos e convenhamos, nossa educação caminhou nos últimos tempos, mas ninguém é vendado (será?) a ponto de não ver que os nossos alunos de Ensino Médio, em sua maioria, não são preparados durante os 3 ou 4 anos de educação que recebem nessa etapa de suas vidas para uma avaliação de tal gabarito. É uma prova perfeita para alunos imperfeitos, digamos. Com isso, não podemos continuar achando que o ENEM, mesmo com seus aparentes benefícios, é um grande feito na história da educação brasileira. Discordo muito disso e a não ser que a organização do exame reveja sua maneira/metodologia de realmente avaliar os conhecimentos obtidos pelos alunos durante o Ensino Médio sem torturá-los, literalmente, não tenho sequer a remota vontade de mudar de opinião. Já ouviram algo do tipo "quem cala, consente!"? Pois é, enquanto os estudantes só "aceitarem" coisas sem pensar sobre elas, o negócio que chamam de que mesmo? Ah, educação! Isso aí vai estar longe dos ideais libertários.
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