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segunda-feira, 13 de junho de 2011

123º Aniversário de Fernando Pessoa


Aos que imprimem em suas palavras e ações a essência da poesia intrínseca em cada um de nós.
Que o ilustríssimo ícone da Literatura Portuguesa, em seu 123º Aniversário, possa revirar-se em seu descanso eterno de júbilo e regozijo ao saber que existe um mundo que chora, emociona-se e indigna-se com outros mundos - graças à sua poesia, graças à sua maestria no ato de tecer grandes teias de vida com palavras...

Posso ter defeitos, viver ansioso
e ficar irritado algumas vezes,
mas não esqueço de que minha vida
é a maior empresa do mundo,
e posso evitar que ela vá à falência.

Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver
apesar de todos os desafios,
incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas
e se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si,
mas ser capaz de encontrar um oásis
no recôndito da sua alma.

É agradecer a Deus a cada manhã
pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um "não".
É ter segurança para receber uma crítica,
mesmo que injusta.

Pedras no caminho?
Guardo todas, 
um dia vou construir um castelo...

Fernando Pessoa

sábado, 11 de junho de 2011

Palavreando

Muda! Concerta-te! Subjuga-se!
Diante de tantas exigências, prefiro o calor
O calor da tua companhia, da tua palavra
Singela, simples, inexata
A vaguear por entre as suas, minhas, nossas ruas...

Muda! Concerta-te! Subjuga-se!
E se não quiser mudar? 
Se não preferir ser bom, adequado e cordial
Optar, então, pelo banal, radical, o que não é convencional?
Oh, todos dirão: 
"Cortem-lhe a cabeça! Joguem-no aos leões!
Egocêntrico, prepotente, revolucionário, um grande vão!"

Ao que reponderei:
Sim, irei! Sim, eu quero! 
Antes uma morte pela negação ao que não sou
A uma vida de fingimentos, um carnaval eterno
Onde a igualdade, os padrões, a moral e o convencional
Nada mais são que alegorias de tristeza, dor e decepção
Meros brinquedos na mão daqueles
Que insistem sem cessar 

Matam, Concertam, Subjugam
Querendo a todos mudar
E eu, em meu reduto de individualidade e sagacidade,
[aos olhos dos demais]
Caminharei sorridente junto à morte
Triunfante por saber,
Que apesar de você,
Amanhã há de ser
Não um outro
Mas um novo dia!

No meu quarto, ao silêncio da madrugada que aproxima-se.
Só escuto o silêncio das minhas palavras e da minha gatinha esparramada 
nos meus cadernos com a cabeça recostada em um querido exemplar
de "A Revolução dos Bichos", de Orwell.


terça-feira, 31 de maio de 2011

As canções que você fez pra mim

Hoje eu ouço as canções que você fez ora mim
Não sei porque razão tudo mudou assim
Ficaram as canções e você não ficou
Esqueceu de tanta coisa que um dia me falou
Tanta coisa que somente entre nós dois ficou
Eu acho que você já nem se lembra mais

É tão difícil olhar o mundo e ver o que ainda existe
Pois sem você, meu mundo é diferente, minha alegria é triste
Quantas vezes você disse que me amava tanto tanto
Tantas vezes eu enxuguei o seu pranto
Agora, eu choro só sem ter você aqui.

[...]

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Palavreando

Os venenos da vida correm nas mãos de quem mais amamos e os grandes remédios de meros desconhecidos. 
Interiorizemos esta cruel realidade. O pensar em forma de escrita é um bom remédio para os males do mundo 
interior. Não ter medo de olhar para dentro de nós próprios.

Cry me a river

Agora você me diz que está sozinha
E eu te digo que partilho do mesmo estado
Onde você pode chorar como um rio?
Eu, sim, chorei um rio apenas por você.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Palavras apenas, palavras pequenas

Se algum dia...
... nos separarmos, lembre-se que nunca esquecerei do quão feliz fui ao seu lado.
... te magoar, me fale, pois assim implorarei perdão.
... meu sorriso de apagar, sorria para mim, para que eu possa ver na luz do seu sorriso a chave da importância do mer.
... me esquecer, não me esqueça de todo, tá certo? Esqueça meu nome, face, profissão, endereço, telefone e orkut.
... você esquecer tudo isso que foi mencionado aí atrás, lembre-se da minha presença espiritual.

E se um dia eu for muito feliz (mais do que sou hoje), jamais esqueça: De qualquer felicidade em minha vida, você fará parte nem que platonicamente! De qualquer alegria, tu serás parte, serás palavra e pensamento!

Ora, intrigante a vida, não?
Como pode?
Um menino véio e inexperiente querendo bancar amizade bonita com poetiza mega erudita!
Quem já viu?
Uma mulher de fibra, força e garra atrelada a um rapaz que nada tem a dar senão doses de mimo e petulância bem equilibradas!
O que há nisso tudo?
Ora, se não é de scraps no orkut que o mundo viverá...
Então que viva da poesia e da arte, da emoção e do sentimento, do vivo e do quente que eles podem causar!

12 de maio de 2011
21h44min
No meu reduto