Total de visualizações de página

Mostrando postagens com marcador Poemas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Poemas. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 13 de junho de 2011

123º Aniversário de Fernando Pessoa


Aos que imprimem em suas palavras e ações a essência da poesia intrínseca em cada um de nós.
Que o ilustríssimo ícone da Literatura Portuguesa, em seu 123º Aniversário, possa revirar-se em seu descanso eterno de júbilo e regozijo ao saber que existe um mundo que chora, emociona-se e indigna-se com outros mundos - graças à sua poesia, graças à sua maestria no ato de tecer grandes teias de vida com palavras...

Posso ter defeitos, viver ansioso
e ficar irritado algumas vezes,
mas não esqueço de que minha vida
é a maior empresa do mundo,
e posso evitar que ela vá à falência.

Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver
apesar de todos os desafios,
incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas
e se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si,
mas ser capaz de encontrar um oásis
no recôndito da sua alma.

É agradecer a Deus a cada manhã
pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um "não".
É ter segurança para receber uma crítica,
mesmo que injusta.

Pedras no caminho?
Guardo todas, 
um dia vou construir um castelo...

Fernando Pessoa

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Cry me a river

Agora você me diz que está sozinha
E eu te digo que partilho do mesmo estado
Onde você pode chorar como um rio?
Eu, sim, chorei um rio apenas por você.

sábado, 6 de novembro de 2010

Todos diferentes, todos iguais.

Se entregar às coisas novas é algo encantador, mas temoroso. A primeira vez nos intriga, nos assusta, nos põe em condição de vítima de algo que nem sabemos direito o que é. É assim que me sinto ao compartilhar com vocês um poema de minha autoria que trata de um dos temas que mais defendo e debato, que é o respeito à diversidade cultural. Está ruim, provavelmente, mas espero que alguém veja com calma cada palavra que o compõe, pois apesar de não ser um Ferreira Gullar ou  um Manuel Bandeira da vida, creio que  algo seja "aproveitável" dos versos que se seguirão. A vocês, meus queridos!

TODOS DIFERENTES, TODOS IGUAIS

Negros, amarelos, índios, vermelhos e brancos.
A diversidade está na cara, está estampada na alma
O que, então, justifica a dor da segregação?
O pesar das mortes por preconceito, racismo e discriminação?
Será a maldade intrínseca e humana de cada um
Ou a ignorância e a falta de amor de um por um?

O homem que é a obra prima de um Deus
É o mesmo homem que faz do paraíso o inferno
Que inverte os valores e as virtudes
Em detrimento dos absurdos e das disparidades
Num mundo onde poder e dinheiro valem mais
Que a vida de milhões de crianças que morrem sem paz
Não me vem a cabeça outra coisa senão
A morte súbita e o colapso das grandes nações

Negros, amarelos, índios, vermelhos e brancos.
Vejo na diversidade, a igualdade.
O que nos diferencia nos une
Cabe descobrir na bondade dos poucos
A força que unirá a muitos
Cabe acordar e ver que
na diferença não mora a hierarquia
Mas sim, a identidade
E vos digo, esta não é utopia.