a) No cabeçalho é apresentado o nome e um resumo do tema do diário (blog);
b) As laterais são usadas, em geral, para mostrar o perfil do dono do blog e seus contatos, e ainda, arquivos de textos e fotos já publicados, além de endereços e comentários recomendados pelo blogueiro;
c) O texto que se apresenta vem acompanhado de assinatura, data e horário em que foi escrito. O dono do blog coloca também atalhos para que o leitor possa encontrar outros textos com o mesmo tema, ou aos quais o texto principal faça alusão (os chamados “marcadores”);
d) Há um espaço para que o leitor do blog deixe seu comentário.
Depreendemos, no que concerne ao gênero blog, que é possível localizar todas as sequências textuais existentes nos campos de estudo da Língua Portuguesa, já que a abrangência discursiva do gênero em questão permite ao redator produzir incontáveis e variados textos, sejam eles, predominantemente, narrativos, descritivos, argumentativos, expositivos, dialogais ou injuntivos, segundo Jean Michel Adam (2010).
No tocante à esfera discursiva, podemos classificar o blog como “um gênero emergente digital” (Marcuschi, 2010). Sendo assim, o segmento social que faz uso desse gênero como ferramenta eficaz de comunicação é, necessariamente, ligado ao acesso à Internet e, na maioria dos casos, formado por indivíduos de faixa etária entre 15 e 25 anos, já em relação ao lugar social em que a interação o texto é produzida, podemos destacar a escola, família, mídia, igreja, interação comercial, interação do cotidiano, etc. Os blogs são produzidos tanto em casa, quanto na escola, num cybercafé ou em lanhouses. Podendo ser modificado diariamente ou conforme o blogger achar melhor. É válido ressaltar que o blog, assim como outros gêneros digitais como o e-mail, não permite a existência da democratização total do discurso, pois “para que haja verdadeira democratização das ideias, não basta que elas estejam depositadas na grande rede. É necessário que circulem e entrem na ordem do discurso” (Teixeira, 2010).