Total de visualizações de página

Mostrando postagens com marcador Filosofia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Filosofia. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 31 de maio de 2011

Faculdades do Pensamento



"Penso, logo existo", já dizia o filósofo francês René Descartes. De uma maneira mais simples e objetiva, ele diz que nossa existência só depende de uma coisa - das faculdades do pensamento, do ato de pensar e refletir sobre a nossa vida e sobre o que nos cerca. Pensar sobre qualquer coisa mesmo. Vejam só: vocês já pensaram no porque de o céu ser azul ou no porque de todos os dias o por do sol nos brindar com combinações de cores diversas e inéditas? À primeira vista, parecem questões sem importância, não é? Pois bem, os grandes pensadores do mundo partiram de questionamentos "simples" sobre os aspectos da vida cotidiana, para só então, iniciarem reflexões mais complexas e trabalhosas sobre o comportamento dos seres humanos, por exemplo. Se não pensamos, não existimos. Apenas co-existimos. E o que é isso? Isso é levar uma vida sem sentido, valores ou objetivos. A chave do conhecimento está no ato de pensar, de refletir! É dele que aprendemos a autocrítica, a crítica positiva, a reflexão e o senso crítico-moral. Você tem pensado muito ultimamente? Se a resposta for não, então comece pelas seguintes questões: O que eu estou fazendo neste planeta? Qual é a minha real função aqui? O que eu estou (ou devo) fazer para mudar a minha realidade e, por conseguinte, a da comunidade onde estou inserido? Quando refletir sobre isso, você passará a ver a educação além das salas de aula, professores e regras a cumprir. Você a verá como um mundo!

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

19 anos


Acabo de acreditar que depois dos 18, o tempo realmente passa sem nem sequer nos dar a chance de perceber isso. É interessante estar falando de como o tempo transcorre ou de como a vida é efêmera, o que requer nosso aproveitamento máximo de todas as situações, pessoas, amores, desamores, livros, músicas e filmes que venham a passar durante nosso tempo pelo chão terráqueo e humano.  Estou completando 19 anos, mas minha mente teima em me persuadir de que tenho bem mais. Estranho, não?

Obviamente, conheço uma série de jovens que estão na transição dos 18 para os 19 anos, assim como eu. Porém, não vejo quase nenhuma semelhança entre a maioria deles e eu. Eu sou do tipo que senta sempre sozinho em ônibus, não está nas festas mais badaladas da região e não é, e creio que nunca serei, nenhum ícone de adoração das garotas. A questão é que minhas verdadeiras companhias são os personagens dos livros que leio e filmes que assisto, digamos. Vivo em conversas com outros seres em outros mundos, imaginando- me, por exemplo, dentro da Escola de Magia de Bruxaria de Hogwarts ou vivendo nos tempos em que Galileu Galilei fora alvo da perseguição e da tirania da Igreja Católica. Dou muita risada do nada só por lembrar dos comportamentos nada éticos, mas muito engraçados, do Charlie ou do Alan, em "Two and a half men". É assim, e acho que não tem mais jeito. Já me entreguei a esse mundo e agora é daí para mais longe. Salvem-se, é claro, as excessões "humanas" com as quais convivo, que são, em sua maioria, meus educadores, alunos e amigos de loucura. 

São 19 anos que me soam como 29. Passaram rápido, digamos. Mas me apresentaram a coisas  e pessoas que até os olhos mais treinados duvidariam ao ver. É aquela questão: o importante não o quanto se vive, mas como se vive.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Pensar pra quê?


É interessante a lógica do "pensar", se é que se pode atribuir a isto uma "lógica".

Conversando com alguns colegas sobre uma série de aspectos da escola onde todos estudamos, o IFRN/Campus Ipanguaçu, cheguei, junto a uma das minhas grandes inspirações filosóficas, Jailma, à conclusão de que nos Institutos Federais do nosso Estado, e certamente de todo o Brasil, não existiam cursos técnicos que contemplassem quaisquer ciências humanas, como Linguística, Literatura, História ou Filosofia. Ao levantar essa questão não tinha em mente o quão "polêmico" o negócio seria. Quer dizer, acho que tinha, apenas não queria explicitar de imediato! 

Logo que o debate foi proposto, alguns colegas saíram logo com a seguinte justificativa, limpa e seca, de que o Instituto Federal não aderia a este tipo de curso porque eles não tinham nada a contribuir para o desenvolvimento da região, no caso, a nossa. Peraí então! Quer dizer que em relação àao estudo da Filosofia, por exemplo, as pessoas da nossa região não precisam pensar? Não devem desenvolver senso crítico sobre as questões que as rodeiam e têm influências diretas e indiretas nas suas vidas?

Outro argumento dos coleguinhas foi que: "O Instituto Federal não tem interesse em questões sociais, pois seu objetivo é proporcionar desenvolvimento econômico pessoal, em primeiro plano, e depois regional." Nesse ponto da conversar, eu e minha amiga, ficamos "passados e engomados em Cristo", tendo em vista que esta não é e nunca foi a visão dos IF's. É tanto que em todos os cursos regulares oferecidos fica bem claro que eles serão "técnicos" E "integrados". Integrado a quê? Ora bolas, claro que à sociedade, ao meio em que vivemos! Estou certo de que formar robozinhos programados para serem os melhores das áreas de Informática e Agroecologia, por exemplo, não é o objetivo dos meus professores no Campus Ipanguaçu, pelo menos. Se há uma coisa da qual me orgulho é do que tenho aprendido por lá. Eu, assim como uma série de outras pessoas, tenho muita sorte de poder conhecer educadores visionários e pensantes e não simples "pessoas" que chegam em sala só falando e falando, sem nem sequer mostrar o sentido de tanto discurso na nossa vida, seja ela acadêmica, pessoal ou profissional.

Vivemos em uma região onde as pessoas têm uma forma de pensar muito arcaica. Em outras palavras, cada um só quer saber do próprio umbigo. Essa é uma questão a ser discutida, pensada, articulada. Acho que tem uma relaçãozinha dos "prós" com os objetivos das ciências humanas, a priori, não acham? "Para bom entendedor, meia palavra basta" é uma frase conhecidíssima. E muito verídica, por sinal. Então, vejamos... Ah, lembrei! Não podemos pensar em uma educação libertária lecionando um monte de "teoria" que não se coloca na "prática". Do pensar, ressalto. Se não for dessa forma, infelizmente estaremos fadados a séculos e mais séculos de forró de plástico e axé music (E só!) por estas bandas, onde Sartre, Aristóteles, Hobbes, Sócrates, Nietzsche e Heidegger serão ideias longínquas e (quase) inatingíveis.

Só para constar, os meninos do "contra" na conversinha são pessoas das quais gosto! A discussão surgiu e discutimos. E só. Eles têm a opinião deles e eu e Jailma, no caso, a nossa. É normal, né?

Mas que fique claro! A relevância de cursos técnicos na área de humanas é clara. Por isso, vejo como uma proposta a se pensar para o Instituto Federal. Se "pensarmos" bem sobre o assunto poderemos ver que a nossa atual sociedade e seus problemas nos remetem à uma causa principal: falta do pensar.
Quero dizer que, se queremos uma sociedade inclusiva, sem desigualdades, onde todos possam gozar de benefícios iguais, ou ao menos semelhantes, precisamos começar a aprender e ensinar a pensar. Não pensar apenas em como resolver sistemas de equações, mas pensar em como as relações pessoais, econômicas e ambientais, por exemplo, ocorrem em nossa sociedade. Ou simplesmente, pensar sobre qual o seu papel por aqui.

P.S - Gostaria de compartilhar minha alegria em saber que minha "profecia" se concretizou! Temos, enfim, Dilma Rousseff na Presidência da República! Democracia!