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sábado, 11 de junho de 2011

Palavreando

Muda! Concerta-te! Subjuga-se!
Diante de tantas exigências, prefiro o calor
O calor da tua companhia, da tua palavra
Singela, simples, inexata
A vaguear por entre as suas, minhas, nossas ruas...

Muda! Concerta-te! Subjuga-se!
E se não quiser mudar? 
Se não preferir ser bom, adequado e cordial
Optar, então, pelo banal, radical, o que não é convencional?
Oh, todos dirão: 
"Cortem-lhe a cabeça! Joguem-no aos leões!
Egocêntrico, prepotente, revolucionário, um grande vão!"

Ao que reponderei:
Sim, irei! Sim, eu quero! 
Antes uma morte pela negação ao que não sou
A uma vida de fingimentos, um carnaval eterno
Onde a igualdade, os padrões, a moral e o convencional
Nada mais são que alegorias de tristeza, dor e decepção
Meros brinquedos na mão daqueles
Que insistem sem cessar 

Matam, Concertam, Subjugam
Querendo a todos mudar
E eu, em meu reduto de individualidade e sagacidade,
[aos olhos dos demais]
Caminharei sorridente junto à morte
Triunfante por saber,
Que apesar de você,
Amanhã há de ser
Não um outro
Mas um novo dia!

No meu quarto, ao silêncio da madrugada que aproxima-se.
Só escuto o silêncio das minhas palavras e da minha gatinha esparramada 
nos meus cadernos com a cabeça recostada em um querido exemplar
de "A Revolução dos Bichos", de Orwell.


sábado, 25 de dezembro de 2010

É Tempo de Refletir!



Mais um ano que está chegando fim e com isso mais um dezembro que carrega o prelúdio de um Feliz Natal e um próspero ano novo. Com o título do post, não quero resumir a necessidade de pensar e refletir sobre nossos atos e escolhas apenas ao período natalino, até porque isso seria um tanto improvável partindo de mim, já que acredito que a mudança real mora dentro da análise cotidiana das nossas atitudes enquanto seres viventes desta Terra. Não vou usar de hipocrisia para falar da data. É um momento muito esperado por mim, desde criança até agora, enquanto adolescente. As decorações, canções, troca de presentes... toda essa atmosfera que anuncia o dia 25 de dezembro sempre foi extremamente persuasiva em relação a mim e a outras tantas pessoas por aí.

Tenho procurado, ultimamente, afastar, em parte, a ideia de Natal das religiões. Admiro tanto a data e sua importância, que vejo como inadequado ligá-la completamente às religiões humanas, tendo em vista que estas veem entrando em declínio e desgraça; resultado da ambição e ganância daqueles que se dizem "Messias" da palavra divina entre os homens. Algumas igrejas, inclusive, têm passado pelo enfrentamento de processos condizentes a desvio de dinheiro e similares. E onde isso se passa? Nas ditas "santas casas". 

Óbvio também, que ainda existem pessoas que seguem acreditando em alguma religião e que são seres maravilhosos, responsáveis pela "não queda" dos pilares religiosos até então. São pessoas que fazem a diferença em meio a tanta dor, indignação e ignorância. Elas continuam lutando arduamente dentro de suas doutrinas para que o mundo ao seu redor possa ser um pouquinho, ou muito, melhor do que é agora. Eu saí desse meio para dar minha contribuição em outro, o qual acho mais relevante: o da educação.

Como descrever o Natal? É a data onde comemoramos o nascimento do menino Jesus, o nosso Salvador! Ele salvou a humanidade sim! E o que hoje vemos de ruim e de sujo entre os homens é produto das nossas escolhas e falhas. Fomos salvos uma vez. Então, no mínimo, deveríamos ter sido mais agradecidos e não ter deixado os homens caírem em desgraça como nos tempos atuais. Essa é a época mais propícia do ano para refletir sobre as coisas ditas, as escolhas feitas, as atitudes tomadas. É um tempo onde todos estão se preparando para o novo, o esperado ano novo. Cabe, então, refletir sobre quem fomos e quem queremos ser daqui para a frente. Se deixar abater pelas coisas tristes do mundo não é o objetivo aqui - Quero transmitir a simples mensagem de que devemos ser a mudança que queremos ver. Somos poucos? Sim, somos! Mas nenhuma revolução jamais existiu sem resistência. 

Desejo a todos os amigos e amigas, leitores (as) do blog, orkuteiros de plantão, twitters, facebookers e outros, um Natal de muita reflexão. Que todos possam refletir sobre o que essa data representa em sua essência e que a partir daí possamos ver com olhos livres o mundo ao nosso redor, sem nos prender a banalidades ao ideais distorcidos sobre o Natal, essa data que pouco tem a ver com religiões humanas; mas muito tem de ligação com o amor, a benevolência e a liberdade, virtudes do Pai atribuídas aos filhos e filhas como semelhança. Tenham todos um excelente dia e não esqueçam jamais de refletir...

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Amizade



Amizade. É bonita, sincera em sua gênese e dificílima de encontrar por aí. É uma coisa do tipo que não se acha em qualquer esquina. É um valor muito pregado e propagado, mesmo que demagogamente, em nossa sociedade. Mas muito disso tudo é uma ilusão, que é doce até certo momento, até enquanto durem as máscaras e a verdade tão imprevisível apareça e pronto. A verdade é que hoje fazer bons e verdadeiros amigos não é fácil, pois as pessoas estão corrompidas por outros "valores", como o dinheiro, o poder e a inveja. Porém, sempre há uma luz ao fim do túnel para aqueles que acreditam em sua real existência. Ainda existem boas pessoas em nosso mundo e são dessas que poderemos nos valer, porque mesmo que vivam em pequeno número aqui em nossa Terra, sua beleza, bondade e justiça são tão grandes e virtuosas que chegam a dar as esperanças que nós cultivamos, muitas das vezes diferentes, assumo, mas sempre findando no ideal de um mundo que veja bem além da necessidade de poder e dominação. O sentimento de amizade é complexo de se descrever, talvez impossível. Reconhecemos a amizade não só pelas palavras que a descrevem, mas muito mais pelas sensações e emoções que ela irradia.

Durante toda a nossa vida conhecemos pessoas, em grandes e pequenos números. Fazemos ótimos amigos e amigas, que com o passar dos tempos são separados da gente, seja pelas nossas escolhas, seja pelas deles. O que fica é o que foi construído antes de cada um seguir um lado da vida. A gente acha que nunca vai se afastar, que sempre vai estar ali do lado, que seremos os melhores amigos do mundo até que a morte nos separe. Ilusão, infelizmente. As coisas mudam e as pessoas também, feliz ou infelizmente, que o seja. 

Interessante isso, pois mesmo já tendo passado por essas transições, agora me ponho à frente de outra dessas e ainda me parece tão estranho e me faz sentir tão mal. Mas bem, ao menos já sei o "porque" de me sentir assim. Novidade é que: paralela à transição de "perda" cresce o "ganho", pois em uma viagem recente feita com pessoas interessantes pude conhecer melhor gente que não tinha tido a oportunidade de conviver mais tempo antes. Amizades novas nasceram, expectativas também. Já penso que durarão para sempre! Estranho, não? Mas é... O que seria do homem se ele não se desse ao luxo de sonhar?

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Nota de esclarecimento


Queridos e queridas visitantes,

peço muitas desculpas a todas (as) que ficam ligados (as) nas postagens do "Na educação, a libertação"! Na verdade, eu e um monte de colegas estamos trabalhando muito aqui em Maceió, Alagoas, no CONNEPI - um  evento de pesquisa e inovação científica que reúne todos os anos a produção acadêmica dos estados das regiões Norte e Nordeste do Brasil! Em breve, estarei atualizando e retomando o tempo de atraso, ok? 

Muito trabalho, é verdade. Mas só a companhia de pessoas como Caíque, Cherlyson e Hugo (falando apenas da prole máscula) já é um verdadeiro descanso, pois é como juntar diversão, poesia e zuação. Bons tempos aqui em Maceió, sim.


E em relação às moças, bem...
Aproveitando bastante a companhia de Maila, Clarisse, as Marianas, Luany (com seu distúrbio psicótico de medo) e Corina!